sexta-feira, 26 de junho de 2009

Não vou dizer que eu o amava. Eu nem era fã dele também.
Mas ontem descobri muitas músicas que eu adoro e nem sabia que eram dele.
Tá, eu não concordei com algumas atitudes dele, tipo renegar a própria raça ou mexer com criancinhas, sendo que esse ultimo nunca foi confirmado.
Mas que ele era amado por muitos, era. E como era. Era um ídolo, um mito, e logo estarão questionando a sua morte como fazem com Elvis.
Eu até gostava quando ele ainda tinha o cabelo black e o narizinho esparramado (não me crucifiquem!!). Pelo menos ele era uma pessoa normal.
Bom, sem mais delongas, que descanse em paz. E como disse um amigo meu, cuidado com os querubins!! Tá, parei. Eu vou pro inferno.


Era tão bonitinho assim!



E é assim que eu quero me lembrar dele.
Kissus.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Sono. É no que se resume a minha segunda-feira.
Dorme-se tarde, acorda-se morrendo.
Hoje eu deitei um pouco na hora do almoço pra dar uma cochiladinha. E apaguei. E sonhei.
Se a minha mãe não me chama eu não tinha ido trabalhar.
Tadinho do namorado, ele também tava um bagaço. Nós dois fomos dormir tarde ontem. Mas tava ótimo.


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To sem assunto. O sono me consome. To até escrevendo errado, e toda hora tenho que voltar pra corrigir. Saco.

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ZZZZZZzzzzzzZZZZZZZZ


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Opa! Pesquei. hehe brincadeira.
Desculpem queridos. Hoje eu não tô. Só a minha carcaça tá.


Kisses

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Olha só, eu, olhando aqui, descobri que sou uma desnaturada. Meu bloguim, dia 28/05, completou um ano de existência.

Sem mais, é só isso. Só queria registrar. Não tem graça comemorar com 1 mês de atraso.
E hoje, dia 12 de Junho, comemoramos o Dia dos Namorados.
Desde 2001, que foi quando começou, para mim, a vida "namorística", é o segundo dia dos Namorados que eu passo com um namorado. Um namorado diferente do primeiro.
E bem diferente. Ele é único, ele chegou pra abalar as estruturas da muralha que eu construí em volta de mim. E abalou. Não foi uma flecha que atingiu meu coração. Foi praticamente um arpão.
Tanto tempo a te esperar, e quando eu te achei, tantos obstáculos pra estar com você.
Mas, o que tem que ser, um dia é. E você é. O homem da minha vida. O meu namorado lindo. O meu nenezinho, meu menino, meu adulto. O meu eterno amor.

Enfim, a todos que me lêem, Feliz dia dos Namorados!

domingo, 7 de junho de 2009

A aliança - Luiz Fernando Veríssimo

Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.

Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências... Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.

— Você não sabe o que me aconteceu!

— O quê?

— Uma coisa incrível.

— O quê?

— Contando ninguém acredita.

— Conta!

— Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?

— Não.

— Olhe.

E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.

— O que aconteceu?

E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.

— Que coisa - diria a mulher, calmamente.

— Não é difícil de acreditar?

— Não. É perfeitamente possível.

— Pois é. Eu...

— SEU CRETINO!

— Meu bem...

— Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.

— Mas, meu bem...

— Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!

E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:

— Que fim levou a sua aliança? E ele disse:

— Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.

Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceriam.

— O mais importante é que você não mentiu pra mim.

E foi tratar do jantar.

Esse texto eu coloquei só pra mostrar no que eu posso me tornar se eu não parar com as minhas neuras de vez em quando.

Ultima frase

Se encaravam há mais de cinco minutos. Um fio de suor descia pelo lado esquerdo de seu rosto. As palavras de repente não faziam mais sentido, tudo o que era necessário dizer podia ser expressado pelos olhos de ambos. A chuva castigava as janelas de madeira podre daquele velho casebre, e cada nova lufada fazia a pequena lâmpada pendurada pelo fio no teto tremer e vacilar em seu brilho. As sombras dançavam na parede de pintura descascada, gigantes formas grotescas balançando ao ritmo da chuva.

Sentavam de frente um para o outro em duas caixas de madeira, única mobília na sala. Apesar da chuva forte, fazia calor. Um calor que a pequena lâmpada tratava de amplificar, fazendo-os suar, fazendo com que o hálito dos dois se misturasse mais depressa. O cheiro de bolor ficava cada vez mais fraco, mais tolerável. Ou talvez apenas se acostumaram. Ou talvez o cheiro ácido de suor estivesse ficando mais forte. Ele limpou o suor do rosto dela com um lenço vermelho, um vermelho vivo que parecia deslocado dentro daquela sala, tímido perante o cinza dominante. Ela agradeceu com os olhos, mas manteve seu silêncio. Ele sorriu, aquele sorriso forçado de sempre, como se sorrir lhe provocasse dor. A boca sorria, mas o sorriso não alcançava seus olhos. Ao contrário, os olhos pareciam queimar em dor cada vez que ele se forçava a sorrir.

Continuaram conversando com os olhos por muito tempo. Vez ou outra um clarão invadia as frestas da parede, um trovão quebrava o silêncio segundos depois. Ela o fitava, aquele rosto tão familiar e ao mesmo tempo tão estranho, a camisa marrom amarrotada, o jean surrado de sempre, e as botas. Sempre sentiu uma atração estranha por aquele par de botas, aquele couro cansado, aquela fivela enferrujada pelo tempo e pela falta de cuidado. Era realmente uma bota muito feia, mas que ainda a atraia, da mesma forma que o bandido exerce um certo fascínio em certas mulheres. Seu olhar era agora indecifrável, mostrava dor e prazer na mesma proporção. Havia um terceiro sentimento, mas ela não conseguia qualificar.

Ele analisava o corpo da garota enquanto planejava o que dizer. Será que ele tinha mesmo que dizer algo? Não se pudesse evitar. Por mais que evitasse pensar no assunto, aquele corpo ainda o atraia. Muito. Ainda mais quando ela usava aquele vestido branco, leve, agora transparente por causa da chuva. Sempre se amaram pelos motivos mais estranhos, nunca era a beleza física, nunca a inteligência. Na verdade ― pensava agora ― nunca havia entendido o porque se amavam. Mas agora era tarde para entender e o máximo que ele podia esperar era não ter que falar nada. Não mais.

”Seria tarde demais?” ― o pensamento a assaltou com violência. Uma última esperança, como se um anjo tivesse soprado a frase em seu ouvido. Seria tarde demais? Olhou para os olhos a sua frente e entendeu que talvez fosse. Talvez sempre tivesse sido tarde demais. Só não quisera acreditar antes. Seria melhor tentar? Falar alguma coisa? Se pudesse evitar, preferia não dizer nada. Não hoje. Não desta vez.

Ele suspirou pesado e olhou pela janela, parecia buscar a posição da lua para entender o horário. Sem lua. Só a tempestade varrendo a floresta que os envolvia. De alguma forma, ele sabia que era hora, lua ou sem lua. Decidiu não se levantar, não queria a assustar ou a prevenir. Se levantasse teria que dizer algo, melhor ficar sentado e tentar ser breve. Ela percebeu sua indecisão e sentiu que era o momento. Se fosse tentar uma última vez, teria que ser agora. Ergueu os olhos verdes, suas duas esmeraldas ― como ele gostava de chamar ― e o encarou. Tentou manter o olhar calmo, mas uma mistura de pânico e insolência teimava em transparecer. Balançou a cabeça com força, jogando os cabelos loiros para o lado esquerdo, ela sabia o quanto ele gostava. Abriu a boca para falar, fechou-a novamente. Por fim, conseguiu forçar as palavras no mesmo instante em que ele levantava seu braço direito, o cotovelo colado ao corpo, sua marca registrada. “Eu acho que nós…”.

Ele olhava fixo para a fumaça que saia do cano cromado, não queria olhar para ela. Não hoje. Não nesse momento. Ela havia tentado dizer algo, ela tinha dito algo sobre “nós”. Ele iria imaginar o final daquela frase todos os dias enquanto vivesse, nunca saberia a resposta. Ponderou que talvez teria sido melhor se tivesse deixado ela terminar a frase. Não, não seria. E no fundo ele sabia disso. Se escutasse a frase, teria vacilado, teria considerado. E acima de tudo, não teria conseguido puxar o gatilho.

Leia mais no Plurality. E se entrar lá não deixe de ler as crônicas do Ville.

Terapia

– Sabe, eu ando meio cansada de tudo. Ir trabalhar anda difícil. Respirar anda difícil. Até andar anda difícil. Me faltam motivos para sair da cama de manhã. Mas ao mesmo tempo, também faltam motivos para ficar lá.

– Você é muito dramática.

– Isto não é coisa que um terapeuta fale com sua cliente. Só você pode me ajudar a achar um rumo. Nem trabalhar, que foi meu refúgio durante tanto tempo, tem me empolgado mais. Tudo que eu faço é monótono.

– Como você.

– O quê? Eu vou embora daqui.

– Desculpa. Mas como você tem coragem de dizer que seu trabalho é monótono? Você leva pessoas para fazer rafting no rio mais perigoso do Brasil.

– Exatamente. Se nem com um trabalho desses, eu consigo me animar, quiçá com as miudezas cotidianas.

– Ninguém fala “quiçá” hoje em dia.

– Você é o pior analista do mundo.

– Ta bom, ta bom. Desculpa. Continua.

– O pior é quando eu saio do trabalho. A última coisa que eu quero é chegar em casa. São momentos de tortura, sofrimento, dor. Nestes instantes, a minha cabeça fica dominada sempre pelo mesmo filme. Na verdade é uma novela.

– Mexicana... Desculpa, desculpa. Vou me conter. Continua.

– Meus sentimentos entram em uma sangrenta batalha. De um lado, estou feliz por não ter que descer sempre aquele mesmo rio, de ver aquelas mesmas pedras, de correr sempre aqueles mesmos riscos. Por outro lado, me dá enjôos pensar que vou ter que passar algumas horas com a pessoa que eu escolhi para chamar de meu amor.

– O amor acabou?

– Não, o amor não acabou. O problema é que ele está guardado no fundo do meu ser, soterrado pelas pequenas irritações que nos são reservadas pelo dia-a-dia e, principalmente, pelo noite-a-noite.

– Então foi o tesão que acabou?

– Não só. Mas acho que um parou de se interessar pelo outro. Aquela coisa mágica de a cada dia descobrir um gosto, uma excentricidade do outro, já não existe mais. Antes, tudo era excitação. Agora, tudo é irritação.

– Já tentou uma conversa?

– Até uma conversa se tornou um suplício. A falta de diálogo e a falta de tesão me fizeram procurar alguma saída.

– Que saída?

– Uma saída de emergência. Uma via alternativa. Um novo rumo. Um trajeto. Um caminho.

– Que caminho, porra?

– Um amante, porra.

– Amante? Você tem um amante? Você é uma filha da puta. Isto que você é, uma filha da puta. Como teve coragem de me trair?

– Espera aí, eu traí meu marido. E neste momento, você é apenas meu terapeuta.

– Safada. Vagabunda. Muito safada. Muito vagabunda.

– E tem mais. Como meu terapeuta, você tem que manter sigilo profissional. E como você é a única pessoa que sabe sobre o amante, se meu marido descobrir, eu vou saber que foi você quem contou. Eu posso te denunciar ao conselho.

– Mas eu sou seu marido e já estou sabendo. Safada. Vagabunda. Muito safada. Muito vagabunda. Desapareça daqui agora.

– Sabia que esta idéia de você ser meu terapeuta não ia dar certo. E ainda tem gente que fala que salvou seu casamento através da terapia de casal.

Tem mais aqui, no Domingo pela Manhã.
Não canso de suspirar com ele.
Ontem dormimos juntinhos de novo. Claro, depois de uma festinha básica, porque na quinta e na sexta ele deitou na minha cama, me deu um beijaço na boca, virou pro lado de dormiu, me deixando a ver navios. Tá, eu dou um desconto, ele tava quebradaço de tanto trabalhar. Que orgulho desse menino!
E foi bom. Como todas as vezes, e como cada vez é melhor ainda.
E é tão gostoso dormir coladinho, sentindo o cheirinho gostoso dele, e vez ou outra quando ele acorda, me dá um beijo e volta a dormir (eu acordo com cada beijo dele).
E hoje cedinho, ele acordou, em pleno domingo, às 6h 30min para trabalhar. Foi pra casa, buscou o carro da empresa e voltou pra tomar café da manha aqui (e me acordou de novo, pois eu tinha voltado a dormir, mas acha que eu ligo?) e foi trabalhar. Meu grande homem. Meu menino responsável. O amor da minha vida. Te amo.
Eu queria uma vez na vida passar um daqueles cremes que parece uma maria-mole verde.
Só pra ficar parecendo as dondocas da novela.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Minhas férias foram boas. Muito melhores que as do ano passado.
O namorado conseguiu um novo emprego, eu ganhei uma aliança dele, que disse ser uma prova de que ele não vai me deixar. (Óunnn!!)
Não dormi até tarde um dia sequer.
Ajudei a mãe a pintar a casa. Fiquei enjoada com o cheiro da tinta e apavorada achando que tava grávida.
Enfrentei conflitos internos e um medo danado de que ele me trairia ou se cansaria de mim. Era só TPM.
Ele disse que me ama um zilhão de vezes...
Eu também disse que o amo um zilhão de vezes...
Ele dormiu em casa pela primeira vez. Foi a noite mais gostosa de toda a minha vida.
Ontem foi aniversario dele. E eu voltei das ferias. Num frio do cão.
Falta muito pra Maio/2010?

Frio, muito frio, e um aniversario

Bastou chover um pouco pra fazer esse frio do inferno.
E, claro, totalmente a favor das leis de Murphy, eu voltei a trabalhar nessa quinta feira. Merda.
Mas tabom.
Ontem foi niver do meu amor. E eu nem consegui postar aqui porque não deu tempo.
Estou me sentindo um verme por isso. Queria fazer um monte de firulas pra ele.
Eu queria dar o mundo pra ele. Mas tive que me contentar com duas blusas de frio.

Parabéns meu anjo, pelo seu dia, e obrigada por me fazer tão feliz e me permitir compartilhar essa data com você. Espero compartilhar os proximos 200 anos. Amo-te.